Judaísmo e o Aborto
Perspectivas sobre o Aborto: lei, ética e moral

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Segundo a lei judaica, o feto não é um ser viável e independente enquanto se encontra no ventre materno, já que ele não pode ser mantido vivo fora do seu abrigo natural. Portanto, o Judaísmo não equipara o aborto a um assassinato. Com base nesta premissa, algumas autoridades rabínicas consideram o aborto justificável quando se trata de evitar o sofrimento físico ou mesmo psicológico da mãe.
Entretanto, o fato de o aborto ser legalmente permitido em alguns casos, não quer dizer que seja eticamente correto, e certamente não justifica sua prática indiscriminada. Em nosso mundo contemporâneo, repleto de violência, no qual o respeito pela vida já está tão tragicamente depreciado, é fundamental que a sociedade seja conscientizada quanto aos sérios problemas éticos envolvidos no aborto.
Mesmo que o embrião não seja realmente um ser vivo, ele é uma vida em potencial, e como tal não pode ser levianamente eliminado.
Em suma, embora a lei judaica não proíba o aborto, o espírito do Judaísmo que sustenta o respeito pela vida e o horror à violência não pode aprovar uma prática que ameaça o valor mais sagrado da nossa tradição: o sentido de santidade da vida.
Consequentemente, mesmo sendo legalmente viável, o aborto deve ser moralmente restrito. Acima de tudo, é essencial termos sempre em mente que nenhum de nós é dono absoluto da sua própria pessoa ou da vida que desponta dentro de si.
Veja, nada disto é um assunto novo. A resposta é um grande Sim e Não, convidando-te à reflexão.
Os trechos aqui foram tirados de um livro judaico de 1983 da CIP, bem como indo em conformidade a textos de Maimonides (1138-1204) e Joseph Karo (1488-1575).
Em resumo, faz parte de tua liberdade e, desde que consiga carregar o fardo, e estando alinhado a sua ética e moral... Será o único responsável pela sua decisão.
Não cabe a nós (julgar) e nem será para nós a sua prestação de contas.





